Cortázar era um mágico do subentendido, um arquiteto de labirintos onde a saída é sempre uma nova pergunta. E neste conto, ele nos convida para um lugar aparentemente inofensivo: a sala de espera de uma repartição pública. Um lugar de formulários, chamadas e uma espera entediante. Ou será que não?
O escritor dá forma a mundos, personagens e conceitos. Mas se ficássemos apenas nesse primeiro movimento, teríamos um texto cru, uma espécie de pedra bruta que, por mais valiosa que seja, ainda não revela todo o seu valor.