Hoje, vamos aprender que a emoção que é dita demais, morre cedo. O segredo para fazer o leitor chorar não é dar a ele um lenço ensopado de adjetivos, mas deixá-lo sentir o frio da sala vazia.
O grande vilão da economia narrativa é a insegurança. Muitos autores, ao produzirem seus rascunhos, sentem um medo paralisante de que o leitor não "pegue" a intenção por trás de uma cena. O resultado? O texto vira um manual de instruções emocional.
Vamos deixar de tratar o ritmo como mágica e passar a vê-lo como técnica. Vamos pegar um "biscoito" já gostoso — um texto competente — e ver como uma pitada de consciência rítmica pode elevá-lo de "bom" para "impossível de parar de ler".
O desafio de hoje é um clássico. Temos uma cena com uma carga emocional forte: um personagem, Jonas, acaba de receber a notícia da demissão por telefone. O texto original é claro, direto e funcional. Ele conta ao leitor exatamente o que Jonas está sentindo. Mas... será que poderíamos fazer o leitor sentir junto com ele?