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Os Segredos da Crônica
Arquivos do Blog


Personagens sem voz: o erro invisível de quem escreve bem demais
Eu vou começar pelo sintoma, porque é assim que ele aparece para quem escreve.
Você termina um conto, um capítulo, às vezes um romance inteiro. Reler não dói. A história está ali. O enredo anda. Os diálogos “funcionam”. Mas há uma sensação estranha, difícil de nomear: se você tirar o nome do personagem antes das falas, tanto faz quem está falando. Tudo soa… parecido.

Ricardo
4 min de leitura


Consciência literária em Han Kang — A Vegetariana
Yeong-hye, uma mulher comum que, um dia, decide parar de comer carne. Sem discurso. Sem militância. Sem explicação sociológica. Ela simplesmente para. E esse gesto mínimo — quase banal — implode tudo ao redor dela: o casamento, a família, a forma como os outros a veem e, sobretudo, o direito que o mundo acha que tem sobre o corpo dela.

Ricardo
2 min de leitura


O Segredo de Luís da Silva de Graciliano Ramos
Quando olhamos para a literatura de Graciliano Ramos, especialmente em Angústia, vemos que o fluxo de consciência não é uma torrente desgovernada; é uma escolha técnica deliberada para prender o leitor dentro de uma percepção específica.
Se você está lutando para traduzir a mente do seu personagem para o papel, o segredo não está em "escrever tudo o que ele pensa", mas em selecionar quais obsessões o definem.

Ana Amélia
3 min de leitura


Lugar de Fala ou Novilíngua? O Dilema Ético do Autor Contemporâneo.
Hoje vamos mexer em um vespeiro que faz muito autor suar frio e muita rede social entrar em combustão: o famigerado "Lugar de Fala".
Antes que vocês comecem a cancelar uns aos outros nos comentários, vamos colocar os pingos nos is. Paulo me lembrou recentemente de uma polêmica que beira a insanidade: o caso de American Dirt (Terra Americana)

Ana Amélia
4 min de leitura


Por que "Mostrar, Não Contar" Vai Mudar Seu Texto para Sempre
Muitos de vocês, caros aspirantes a autores, sofrem de uma doença chamada "Explicite aguda". Sentem uma necessidade patológica de dizer ao leitor como ele deve se sentir. "Ele estava triste", "Ela era malvada", "O ambiente era hostil". Parem com isso. O leitor não é um turista perdido precisando de um guia que aponte para a placa de "Cuidado: Emoção à Frente"

Ana Amélia
4 min de leitura


Literatura Independente: Por que a Liberdade é a Melhor Editora.
Se você achou que os posts anteriores sobre a morte do narrador e a fonética do desejo eram apenas teoria, hoje vamos falar de território. De onde a voz de Prazeres nasceu e por que ela não precisou pedir licença para nenhuma "grande editora" para ser genial.

Ana Amélia
3 min de leitura


Universo Literário: A Aula com Italo Calvino
Italo Calvino veio para lhes mostrar que o universo pode caber na palma da mão, desde que a lógica dele seja impecável.
Hoje, neste post da nossa série Construindo Universos Literários, vamos subir aos picos da abstração.

Ana Amélia
5 min de leitura


Personagens 6: Como Personagens Secundários Moldam seu Protagonista
Hoje, vamos desparafusar o "Sistema de Personagens". Vamos entender como grandes autores usam figuras secundárias para revelar o que o protagonista tenta esconder. Esqueça o "alívio cômico"; vamos falar de agentes narrativos.

Ana Amélia
4 min de leitura


Economia Radical da Palavra: Por que Preservamos a Voz do Autor?
Se no post anterior nós enterramos o narrador e aprendemos que o silêncio do autor é o seu grito mais alto, hoje vamos mexer com a destilação. Muita gente acha que escrever poesia é "colocar sentimento no papel". Errado. Isso é diário de adolescente. Escrever poesia de verdade é Engenharia de Impacto.

Ana Amélia
4 min de leitura


A Brochada de Prazeres
T exto com linguagem explícita, violência simbólica e ruptura deliberada de pactos de leitura. — Você brochou? — gritei. Não faça essa cara de que é-muito-pior-para-mim! O que você espera de mim: consolo? compreensão? resignação? Eu estou falando com você! — berrei. — Entre amantes há obrigações implícitas e recíprocas. Mas a única que realmente conta é foder comme il faut , como se deve. Como você quer que eu lide com isso, seu merda? Não vai falar nada? Não vai me olhar

Letra & Ato Editorial
5 min de leitura


A Saturação Emocional e o O Peso do Silêncio
Hoje, vamos aprender que a emoção que é dita demais, morre cedo. O segredo para fazer o leitor chorar não é dar a ele um lenço ensopado de adjetivos, mas deixá-lo sentir o frio da sala vazia.

Adorama
5 min de leitura


O Legado de Kant: Como a Crítica do Juízo Moldou a Forma Como Lemos.
Mergulhe na teoria estética de Immanuel Kant e descubra por que conceitos como 'belo', 'sublime' e 'juízo desinteressado' são cruciais para entender a literatura moderna e contemporânea. Um guia para leitores que buscam profundidade.

Paulo André
6 min de leitura
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