Muita gente associa o nome de Joyce diretamente à experimentalidade, àquele fluxo de consciência. Mas a experimentação em Dublinenses não é aquela quebra-quebra de regras que a gente vê em Finnegans Wake. É algo mais sutil, mais sorrateiro, mais… bisturi.
O escritor dá forma a mundos, personagens e conceitos. Mas se ficássemos apenas nesse primeiro movimento, teríamos um texto cru, uma espécie de pedra bruta que, por mais valiosa que seja, ainda não revela todo o seu valor.