Vamos mergulhar em como os grandes mestres constroem e sustentam o suspense, a ameaça e o desejo ao longo de uma cena inteira, transformando conversas banais em campos minados.
Vamos falar de uma das ferramentas mais poderosas e, paradoxalmente, mais perigosas da sua caixa: a Descrição. Perigosa porque, quando mal utilizada, ela é o caminho mais curto para o bocejo do leitor. Mas, quando dominada, é a mágica que transforma palavras em mundos palpáveis.
Hoje, vamos falar sobre a lapidação do olhar: a arte de revisar a própria crônica.
Existe um mito romântico de que o grande texto nasce pronto, num "primeiro jato" de pura inspiração. Esqueça isso. A escrita é o ato de colocar as ideias no papel.
A escolha do ponto de vista narrativo é, talvez, a decisão mais fundamental que você tomará. Ela define as regras do jogo com o leitor. O que ele pode saber? De quem ele pode saber? Quão perto ele chegará da verdade de uma personagem?