Na literatura, a gramática, muitas vezes vista como um conjunto rígido de regras, pode ser deliberadamente subvertida para se tornar uma poderosa ferramenta de criatividade, construção de estilo e expressão. Autores como James Joyce, Dalton Trevisan e João Guimarães Rosa são mestres nessa arte, desafiando convenções não por desconhecimento
(§1) AI, ME DÁ VONTADE até de morrer. Veja, a boquinha dela está pedindo beijo, beijo de virgem é mordida de bichocabeludo. Você grita vinte e quatro horas e desmaia feliz. É uma que molha o lábio com a ponta da língua para ficar mais excitante. Por que Deus fez da mulher o suspiro do moço e o sumidouro do velho? Não é justo para um pecador como eu. Ai, eu morro só de olhar para ela, imagine então se. Não imagine, arara bêbada. São onze da manhã, não sobrevivo até à noite. S