A escolha do ponto de vista narrativo é, talvez, a decisão mais fundamental que você tomará. Ela define as regras do jogo com o leitor. O que ele pode saber? De quem ele pode saber? Quão perto ele chegará da verdade de uma personagem?
Vocês já devem ter ouvido isso mil vezes, né? É quase um mantra. "Não diga que a personagem está triste, mostre-a chorando." "Não diga que o dia está frio, mostre a fumaça saindo da boca das pessoas." É um ótimo conselho, sem dúvida. Mas... e se eu dissesse que um dos maiores gênios da nossa literatura adorava quebrar essa regra com um sorriso cínico no rosto?
Organizamos as ferramentas que usamos em nossas análises em um glossário. Aqui, vamos dissecar a engenharia da narrativa, dos grandes conceitos à microcirurgia da frase. Use isto como seu manual de consulta,