

A Terceira Voz: O Labirinto do Discurso Indireto Livre
O Discurso Indireto Livre é um recurso narrativo que subverte a barreira entre a voz do narrador e o pensamento do personagem. Sem as marcas gráficas do diálogo direto (travessões ou aspas) e sem os verbos introdutórios do indireto (como "ele pensou que"), a consciência do personagem vaza para a narração, fundindo-se a ela em um fluxo híbrido. Frequentemente me deparo com autores que sentem uma espécie de vertigem técnica ao tentar aproximar o leitor da intimidade de suas cr
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Para Além da Trama: Apagar Arquitetura da Voz Narrativa em Mia Couto
Hoje vamos falar sobre uma verdade inconveniente: bons escritores não contam apenas histórias. Os melhores, os que realmente ficam na nossa cabeça, eles inventam idiomas.
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Personagens sem voz II: Personagem é sistema, não é gente
Porque não basta “ouvir melhor” seus personagens. Você precisa entender o que um personagem é, do ponto de vista técnico. E ele não é uma pessoa. Nunca foi. Personagem é um sistema de linguagem sob pressão.
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A Engenharia do Desejo: Delta de Vênus, de Anaïs Nin
Delta de Vênus é um livro erótico. Pronto, dito isso, agora dá para falar do que realmente importa — porque reduzir Anaïs Nin a “literatura erótica” é como chamar Kafka de autor de histórias tristes sobre burocracia.
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Dissecando o Discurso Indireto Livre: A Técnica dos Grandes Mestres
Quer escrever como os grandes? Nosso guia sobre discurso indireto livre mostra como entrar na mente do personagem. Veja a técnica em ação e domine a prosa.
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O Segredo para Forjar Sua Voz Autoral
O que guia a sua mão? Por que, para contar uma história, um autor escolhe um formão delicado enquanto outro opta por uma marreta? A resposta é o que vamos discutir hoje. Este post é a ponte entre a técnica e a alma.
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O Fator AMADO: Por Que a "Malandragem" Narrativa.
Voz Narrativa: O Truque de Mestre de Jorge Amado Para Fazer Você Acreditar no Impossível.
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Arábia: A Sutil Desilusão de James Joyce em Um Conto
A North Richmond Street, por ser uma rua sem saída, era silenciosa, exceto na hora em que a Christian Brothers’ School soltava os garotos. Uma casa desabitada de dois andares ficava no fundo da rua, afastada dos vizinhos em um terreno quadrado. As outras casas da rua, cientes das vidas decentes que abrigavam, olhavam umas para as outras com rostos marrons imperturbáveis.
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Joyce Para Iniciantes: A Revolução Sutil de 'Dublinenses' à Luz de Edgar Allan Poe
Muita gente associa o nome de Joyce diretamente à experimentalidade, àquele fluxo de consciência. Mas a experimentação em Dublinenses não é aquela quebra-quebra de regras que a gente vê em Finnegans Wake. É algo mais sutil, mais sorrateiro, mais… bisturi.
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