

Joyce Para Iniciantes: A Revolução Sutil de 'Dublinenses' à Luz de Edgar Allan Poe
Muita gente associa o nome de Joyce diretamente à experimentalidade, àquele fluxo de consciência. Mas a experimentação em Dublinenses não é aquela quebra-quebra de regras que a gente vê em Finnegans Wake. É algo mais sutil, mais sorrateiro, mais… bisturi.
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O Espelho e o Abismo: A Jornada do Herói, da Formação à Negação
No Künstlerroman, o romance de formação do artista, a jornada é duplamente difícil. O herói não busca apenas um lugar na sociedade, mas uma voz própria, uma consciência estética que, muitas vezes, o coloca em conflito direto com essa mesma sociedade.
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Extra: Ferramentas de Escrita Criativa
Organizamos as ferramentas que usamos em nossas análises em um glossário. Aqui, vamos dissecar a engenharia da narrativa, dos grandes conceitos à microcirurgia da frase. Use isto como seu manual de consulta,
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A Marca na Parede: Conto de Virgínia Woolf.
O que você está prestes a ler não é um conto, é uma experiência. Uma viagem sem mapa pelo fluxo caótico e brilhante de uma mente em funcionamento, onde reflexões sobre Shakespeare se misturam a memórias de infância e a críticas veladas à ordem social. A literatura nunca mais foi a mesma depois disso.
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Dom Casmurro vs. Bentinho: Dupla narração em Dom Casmurro.
Esqueça a pergunta que não quer calar. A questão não é "Capitu traiu ou não traiu?". A verdadeira pergunta, a que separa os escritores amadores dos estrategistas da palavra é: "Quem, diabos, está nos contando essa história?".
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Revisão de Livro Dialogal: Como Manter Seu Livro Vivo Durante o Processo Criativo
Vamos começar com uma frase da nossa eterna Clarice Lispector, tirada de Um Sopro de Vida: "O livro publicado é um cadáver. Só enquanto estou escrevendo é que está vivo."
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Diálogo de Impacto: Abandone o "Disse" e Aprenda a Escrever com uma Faca na Mão
Um bom diálogo é uma dança, uma briga, um flerte. E o que vem junto da fala — o aposto, aquela pequena rubrica do autor — é o passo de mágica que transforma a conversa em cena. É a diferença entre um personagem que fala e um personagem que vive.
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"Segunda Vez" de Cortázar: O Manual do Terror Burocrático.
Cortázar era um mágico do subentendido, um arquiteto de labirintos onde a saída é sempre uma nova pergunta. E neste conto, ele nos convida para um lugar aparentemente inofensivo: a sala de espera de uma repartição pública. Um lugar de formulários, chamadas e uma espera entediante. Ou será que não?
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Segunda Vez - Conto de Julio Cortázar
Segunda vez - Julio Cortázar Não mais que os esperávamos, cada um tinha seu dia e hora, mas claro, sem pressa, fumando devagar, de quando em quando o negro López vinha com o café e então parávamos de trabalhar e comentávamos as novidades, quase sempre a mesma coisa, a visita do chefe, as mudanças em cima, as performances em San Isidro. Eles, claro, não podiam saber que estávamos esperando, o que se chama esperando, essas coisas deviam acontecer sem estardalhaço, ajam com ca
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