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Conheça a Revista O OFício da Escrita


O Espelho e o Abismo: A Jornada do Herói, da Formação à Negação
No Künstlerroman, o romance de formação do artista, a jornada é duplamente difícil. O herói não busca apenas um lugar na sociedade, mas uma voz própria, uma consciência estética que, muitas vezes, o coloca em conflito direto com essa mesma sociedade.

Paulo
6 min de leitura


Extra: Ferramentas de Escrita Criativa
Organizamos as ferramentas que usamos em nossas análises em um glossário. Aqui, vamos dissecar a engenharia da narrativa, dos grandes conceitos à microcirurgia da frase. Use isto como seu manual de consulta,

Ana Amélia
7 min de leitura


A Marca na Parede: Conto de Virgínia Woolf.
O que você está prestes a ler não é um conto, é uma experiência. Uma viagem sem mapa pelo fluxo caótico e brilhante de uma mente em funcionamento, onde reflexões sobre Shakespeare se misturam a memórias de infância e a críticas veladas à ordem social. A literatura nunca mais foi a mesma depois disso.

Letra & Ato Editorial
13 min de leitura


Dom Casmurro vs. Bentinho: Dupla narração em Dom Casmurro.
Esqueça a pergunta que não quer calar. A questão não é "Capitu traiu ou não traiu?". A verdadeira pergunta, a que separa os escritores amadores dos estrategistas da palavra é: "Quem, diabos, está nos contando essa história?".

Ana Amélia
5 min de leitura


Revisão de Livro Dialogal: Como Manter Seu Livro Vivo Durante o Processo Criativo
Vamos começar com uma frase da nossa eterna Clarice Lispector, tirada de Um Sopro de Vida: "O livro publicado é um cadáver. Só enquanto estou escrevendo é que está vivo."

Ana Amélia
5 min de leitura


Diálogo de Impacto: Abandone o "Disse" e Aprenda a Escrever com uma Faca na Mão
Um bom diálogo é uma dança, uma briga, um flerte. E o que vem junto da fala — o aposto, aquela pequena rubrica do autor — é o passo de mágica que transforma a conversa em cena. É a diferença entre um personagem que fala e um personagem que vive.

Ana Amélia
7 min de leitura


"Segunda Vez" de Cortázar: O Manual do Terror Burocrático.
Cortázar era um mágico do subentendido, um arquiteto de labirintos onde a saída é sempre uma nova pergunta. E neste conto, ele nos convida para um lugar aparentemente inofensivo: a sala de espera de uma repartição pública. Um lugar de formulários, chamadas e uma espera entediante. Ou será que não?

Ana Amélia
4 min de leitura


Segunda Vez - Conto de Julio Cortázar
Segunda vez - Julio Cortázar Não mais que os esperávamos, cada um tinha seu dia e hora, mas claro, sem pressa, fumando devagar, de quando em quando o negro López vinha com o café e então parávamos de trabalhar e comentávamos as novidades, quase sempre a mesma coisa, a visita do chefe, as mudanças em cima, as performances em San Isidro. Eles, claro, não podiam saber que estávamos esperando, o que se chama esperando, essas coisas deviam acontecer sem estardalhaço, ajam com ca

Letra & Ato Editorial
10 min de leitura


Dissecando Rubem Fonseca: A Força (Bruta) da Escrita
E aí, pessoal que sua em cima da página em branco! Ana Amélia na área, pronta para mais uma sessão de autópsia literária. Hoje, nosso "corpo" na mesa de cirurgia é um dos mestres da porrada verbal, o grande e temido Rubem Fonseca. E a peça escolhida para a nossa análise é o conto "A Força Humana" . Sabe aquele tipo de texto que te agarra pelo colarinho, te chacoalha e te joga contra a parede? Pois é. Fonseca não escreve para afagar, ele escreve para nocautear. E, como bons ma

Ana Amélia
4 min de leitura
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