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Conheça a Revista O OFício da Escrita


Diálogo e Subtexto: Por que a Verossimilhança de Chico Buarque é Musical.
Chico Buarque é a melodia da decadência. A verossimilhança em Chico não nasce da precisão dos fatos — afinal, seus narradores são frequentemente pouco confiáveis e senis —, mas da precisão da voz. O diálogo buarquiano é um jogo de espelhos onde o personagem fala para se convencer de que ainda é quem costumava ser.

Ana Amélia
4 min de leitura


Diálogo expositivo: Personagem ou Palestrante?
Na literatura, o diálogo expositivo é exatamente esse recheio excessivo. O autor, temendo que o leitor se perca na trama, enfia "explicações" goela abaixo dos personagens. O resultado é um diálogo que parece um roteiro de telejornal: informativo, sim, mas sem alma, sem crocância e, acima de tudo, sem verdade.

Adorama Freitas
6 min de leitura


A Aula de Machado de Assis: A Geometria da Obsessão
Machado de Assis não escreveu apenas um clássico; ele construiu um universo totalitário dentro da mente de Bento Santiago. Dissecamos como o "Geômetra da Obsessão" utiliza o ponto de vista inconfiável e a elipse para transformar a realidade em refém da memória. Uma aula definitiva sobre worldbuilding subjetivo e a arquitetura do silêncio.

Ana Amélia
4 min de leitura


Prolepsis: quando o narrador sabe antes — e decide contar
A prolepsis não é erro — é decisão narrativa estrutural. Saiba quando antecipar fortalece a história e quando dissolve o conflito.

Paulo
4 min de leitura


Verossimilhança por Asfixia: Por que Tom Wolfe te Sufoca com Detalhes (e Funciona)
Cansado do minimalismo? Descubra como Tom Wolfe usa a saturação de detalhes e a onomatopeia social para criar uma realidade bruta e inesquecível. Em A Fogueira das Vaidades de Tom Wolfe, o diálogo é uma metralhadora.

Ana Amélia
4 min de leitura


Névoa de Miguel de Unamuno — O Embate entre Criador e Criatura na Literatura Moderna
Há romances que contam uma história; Névoa faz algo mais desconfortável: interroga a própria possibilidade de existir. Publicado em 1914, o livro marca um ponto de inflexão na narrativa moderna ao recusar as convenções do romance realista.

Ana Amélia
4 min de leitura


A Aula de Guimarães Rosa: A Engenharia da Palavra e o Sertão Infinito
🪻Guimarães Rosa não descreve o sertão; ele fabrica o sertão através de uma gramática nova, de termos que não existem e de uma lógica que desafia a razão para atingir a alma.

Ana Amélia
5 min de leitura


Tensão Narrativa e Interdição: Como manter o leitor "preso" na página.
O sucesso de 50 Tons de Cinza não é sorte, é técnica. Analisamos os 4 micromecanismos de verossimilhança que E.L. James usa para construir tensão narrativa e prender o leitor.

Ana Amélia
4 min de leitura


Diabolus ex machina: quando o conflito surge do nada
Entenda o que é Diabolus ex machina e como o conflito artificial pode enfraquecer sua narrativa sem que você perceba.

Paulo
4 min de leitura
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