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Conheça a Revista O OFício da Escrita


O Conto Amor, de Clarice Lispector: A Ruptura Silenciosa do Cotidiano
UM POUCO CANSADA, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Letra & Ato Editorial
12 min de leitura


A Normalização do Horror e a Logística do Absurdo
Descubra como Franz Kafka usa a descrição técnica e a frieza burocrática para criar verossimilhança no horror. Lições de Na Colônia Penal.

Ana Amélia
5 min de leitura


A Aula de J.R.R. Tolkien: A Verossimilhança como Herança Mitológica
Descubra como Tolkien e Ursula K. Le Guin usam a linguística e a história profunda para criar mundos de fantasia inquestionáveis. Lições para autores.

Ana Amélia
5 min de leitura


Como Usar os Sentidos para Criar Narrativas Viscerais
A estratégia hoje é mostrar como Daniel Galera e Chimamanda Ngozi Adichie ancoram suas narrativas na subjetividade física. Galera utiliza o desconforto e a tensão corporal para ditar o ritmo atmosférico, enquanto Adichie utiliza o olfato e a percepção espacial para construir a identidade e o deslocamento cultural.

Paulo
6 min de leitura


Como trocar verbos fracos por ações que dão vida ao seu livro.
O problema aqui é o que chamo de "verbo insonso". São aqueles verbos que apenas indicam um estado ou uma existência passiva (ser, estar, parecer, ir, sentir). Eles não temperam a cena; eles apenas ocupam espaço na fôrma. Quando você diz que alguém "estava triste", você está entregando o prato pronto e frio, em vez de deixar o leitor sentir o sabor da tristeza no fogo brando.

Adorama Freitas
3 min de leitura


Para Além da Trama: Apagar Arquitetura da Voz Narrativa em Mia Couto
Hoje vamos falar sobre uma verdade inconveniente: bons escritores não contam apenas histórias. Os melhores, os que realmente ficam na nossa cabeça, eles inventam idiomas.

Ana Amélia
4 min de leitura


Deus ex machina: quando a solução vem de fora da história
Há um momento comum na escrita em que o texto parece encurralado. O conflito cresceu, as opções se estreitaram, e a história exige uma consequência que o autor hesita em assumir. É nesse ponto que costuma surgir o deus ex machina.

Paulo
3 min de leitura


Como Escolher o Detalhes na Escrita que Importa
Vamos entender por que o detalhe errado arruína a cena certa e como a curadoria de imagens é o que separa um relato burocrático de uma narrativa que pulsa. Vamos entender como escolher o detalhe na escrita que importa

Adorama Freitas
5 min de leitura


Biscoitos: Adjetivação na escrita — a Cura pela Ação
Hoje vamos falar sobre a adjetivação na escrita, especificamente quando ela deixa de ser um adorno e passa a ser uma muleta. Vamos entender por que encher um parágrafo de "terrivelmente", "lindíssimo" ou "misterioso" é, na verdade, um grito de socorro do seu texto pedindo por mais cena e menos explicação.

Adorama Freitas
5 min de leitura
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