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Conheça a Revista O OFício da Escrita


A Aula de Gabriel García Márquez: O Absurdo Normalizado
Gabo opera no limite máximo da verossimilhança: ele nos faz acreditar no impossível não pela lógica (como Calvino) ou pela erudição (como Eco), mas pela cara de pau. A estratégia aqui é a Normalização do Absurdo. O foco técnico está na voz narrativa que Gabo herdou das histórias de sua avó: contar o milagre como se fosse uma notícia de jornal ou uma fofoca de vizinha.

Ana Amélia
5 min de leitura


A Verdade Mora no Desacerto: Por que ler Sally Rooney?
Por que alguns diálogos parecem de plástico mesmo sendo tecnicamente perfeitos? Em Pessoas Normais, Sally Rooney ensina que a força da conversa mora no tropeço e no não-dito. Uma análise sobre como a vulnerabilidade e a ausência de aspas podem devolver a pulsação ao seu texto.

Paulo
2 min de leitura


A Aula com Umberto Eco: Verossimilhança pela Densidade Material
Este post é essencial para quem escreve Ficção Histórica, Alta Fantasia ou qualquer gênero que exija a construção de um mundo complexo. A estratégia é mostrar que a "chatice" (para os leigos) de uma descrição enciclopédica é, na verdade, uma ferramenta de hipnose narrativa.

Ana Amélia
5 min de leitura


O Conto Amor, de Clarice Lispector: A Ruptura Silenciosa do Cotidiano
UM POUCO CANSADA, com as compras deformando o novo saco de tricô, Ana subiu no bonde. Depositou o volume no colo e o bonde começou a andar. Recostou-se então no banco procurando conforto, num suspiro de meia satisfação.

Letra & Ato Editorial
12 min de leitura


A Normalização do Horror e a Logística do Absurdo
Descubra como Franz Kafka usa a descrição técnica e a frieza burocrática para criar verossimilhança no horror. Lições de Na Colônia Penal.

Ana Amélia
5 min de leitura


A Aula de J.R.R. Tolkien: A Verossimilhança como Herança Mitológica
Descubra como Tolkien e Ursula K. Le Guin usam a linguística e a história profunda para criar mundos de fantasia inquestionáveis. Lições para autores.

Ana Amélia
5 min de leitura


Como Usar os Sentidos para Criar Narrativas Viscerais
A estratégia hoje é mostrar como Daniel Galera e Chimamanda Ngozi Adichie ancoram suas narrativas na subjetividade física. Galera utiliza o desconforto e a tensão corporal para ditar o ritmo atmosférico, enquanto Adichie utiliza o olfato e a percepção espacial para construir a identidade e o deslocamento cultural.

Paulo
6 min de leitura


Como trocar verbos fracos por ações que dão vida ao seu livro.
O problema aqui é o que chamo de "verbo insonso". São aqueles verbos que apenas indicam um estado ou uma existência passiva (ser, estar, parecer, ir, sentir). Eles não temperam a cena; eles apenas ocupam espaço na fôrma. Quando você diz que alguém "estava triste", você está entregando o prato pronto e frio, em vez de deixar o leitor sentir o sabor da tristeza no fogo brando.

Adorama Freitas
3 min de leitura


Para Além da Trama: Apagar Arquitetura da Voz Narrativa em Mia Couto
Hoje vamos falar sobre uma verdade inconveniente: bons escritores não contam apenas histórias. Os melhores, os que realmente ficam na nossa cabeça, eles inventam idiomas.

Ana Amélia
4 min de leitura
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