Eu vou começar pelo sintoma, porque é assim que ele aparece para quem escreve.
Você termina um conto, um capítulo, às vezes um romance inteiro. Reler não dói. A história está ali. O enredo anda. Os diálogos “funcionam”. Mas há uma sensação estranha, difícil de nomear: se você tirar o nome do personagem antes das falas, tanto faz quem está falando. Tudo soa… parecido.
O que guia a sua mão? Por que, para contar uma história, um autor escolhe um formão delicado enquanto outro opta por uma marreta? A resposta é o que vamos discutir hoje. Este post é a ponte entre a técnica e a alma.
Para eles, a única saída é um ato de rebeldia: a criação de novas palavras, a invenção do neologismo, que é um gesto profundo, um testemunho de que o mundo que se quer representar não cabe nos limites da língua existente.