Quando o autor se debruça sobre o próprio texto para um close reading, ele não está apenas lendo; ele está realizando um exercício de auto-hermenêutica do estranhamento.
Para fechar esse módulo, vamos mergulhar fundo nas águas turvas de um fenômeno da literatura brasileira contemporânea: Tudo é rio, de Carla Madeira. Aqui, não há um protagonista, mas um epicentro de dor: o casal Lucy e Venâncio.
O close reading se consolida no século XX, sobretudo com o New Criticism, mas não se restringe a essa escola. Ele se tornou uma ferramenta transversal, reutilizada e reinterpretada por diferentes tradições críticas — do estruturalismo à desconstrução, da crítica formal à psicanalítica — justamente por sua capacidade de ancorar a interpretação no texto.