

O erro poético: Por que sua metáfora pode estar estragando a cena?
O desafio aqui é a metáfora precoce. É quando o autor usa uma imagem figurada tão potente que ela "rouba a cena" da própria dor ou alegria do personagem. O leitor fica admirando a frase, mas esquece de sentir o que a personagem está passando. O texto fica performático, mas vazio de nutrientes.
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Caracterização de personagens com Alma
Hoje, vamos falar sobre a anatomia da alma — ou, como chamamos tecnicamente, a caracterização de personagens. Imagine que descrever um personagem é como preparar uma receita: se você apenas listar os ingredientes (farinha, ovos, açúcar), terá uma lista de compras. Se você mostrar o aroma saindo do forno, o calor da assadeira e a crocância da primeira mordida, você terá um biscoito.
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Por que "Mostrar, Não Contar" Vai Mudar Seu Texto para Sempre
Muitos de vocês, caros aspirantes a autores, sofrem de uma doença chamada "Explicite aguda". Sentem uma necessidade patológica de dizer ao leitor como ele deve se sentir. "Ele estava triste", "Ela era malvada", "O ambiente era hostil". Parem com isso. O leitor não é um turista perdido precisando de um guia que aponte para a placa de "Cuidado: Emoção à Frente"
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A Saturação Emocional e o O Peso do Silêncio
Hoje, vamos aprender que a emoção que é dita demais, morre cedo. O segredo para fazer o leitor chorar não é dar a ele um lenço ensopado de adjetivos, mas deixá-lo sentir o frio da sala vazia.
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A Câmera do Autor e o Poder do Detalhe
Vamos falar de uma das ferramentas mais poderosas e, paradoxalmente, mais perigosas da sua caixa: a Descrição. Perigosa porque, quando mal utilizada, ela é o caminho mais curto para o bocejo do leitor. Mas, quando dominada, é a mágica que transforma palavras em mundos palpáveis.
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Biscoito: Don't Tell. Baby. Show!
O desafio de hoje é um clássico. Temos uma cena com uma carga emocional forte: um personagem, Jonas, acaba de receber a notícia da demissão por telefone. O texto original é claro, direto e funcional. Ele conta ao leitor exatamente o que Jonas está sentindo. Mas... será que poderíamos fazer o leitor sentir junto com ele?
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A Construção de Cenas Literárias em Coetzee
Todo escritor é um mentiroso verossímil! Análise de um trecho de Desonra de J.M. Coetzee, visando desconstruir sua técnica de escrita, sobretudo para a criação de verossimilhança.
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Extra: Ferramentas de Escrita Criativa
Organizamos as ferramentas que usamos em nossas análises em um glossário. Aqui, vamos dissecar a engenharia da narrativa, dos grandes conceitos à microcirurgia da frase. Use isto como seu manual de consulta,
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Dissecando Rubem Fonseca: A Força (Bruta) da Escrita
E aí, pessoal que sua em cima da página em branco! Ana Amélia na área, pronta para mais uma sessão de autópsia literária. Hoje, nosso "corpo" na mesa de cirurgia é um dos mestres da porrada verbal, o grande e temido Rubem Fonseca. E a peça escolhida para a nossa análise é o conto "A Força Humana" . Sabe aquele tipo de texto que te agarra pelo colarinho, te chacoalha e te joga contra a parede? Pois é. Fonseca não escreve para afagar, ele escreve para nocautear. E, como bons ma
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